sábado, 10 de dezembro de 2016
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
MOBILIDADE METROPOLITANA (III)
A metrópole capixaba é
mais do que a soma dos municípios vizinhos da Grande Vitória. É uma sinergia de
vidas e atividades humanas com grande dinamismo econômico e social, que produz mais
do que riquezas e conhecimentos. É uma conjunção de interesses comuns que só
podem ser resolvidos com integração e planejamento. Assim, a mobilidade urbana é
a representação clara desse pulsar metropolitano. E quando os engarrafamentos prejudicam
as velocidades nas trocas de mercadorias e de pessoas no espaço da cidade temos
uma atrofia neste desenvolvimento, ou seja, uma deseconomia.
A vida na metrópole
capixaba com seu transito caótico e com seu transporte público deficiente já dá
sinais, há algum tempo, de que algo precisa ser feito. As ações de cada
prefeitura em transporte e trânsito sem uma ação conjunta e coordenada e sem a
participação do governo estadual são causas dessa guerra nas ruas e avenidas da
metrópole.
Em 2018, por força de
lei federal do Estatuto das Metrópoles, a Grande Vitória deve ter seu Plano
Diretor Urbano Integrado Metropolitano. Dentre as ações prioritárias para o
planejamento dos serviços públicos de interesse comum, deve figurar o
transporte público eficiente e de qualidade. A gestão integrada de transporte e
trânsito na metrópole capixaba é a melhor alternativa para a melhoria da
qualidade de vida e a oportunidade desse território retomar o
protagonismo na dinâmica econômica e social do estado.
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
O PORTO E A PORTA
A Vila da Ilha de Nossa
Senhora da Vitória nasceu do porto. O cais foi porta privilegiada que ligava a
colônia Espírito Santo ao velho mundo. A cidade-porto cresceu até começarem os conflitos pela
falta de espaços para expansão das atividades urbanas e portuárias. A partir da
década de 80 iniciou-se um processo de esvaziamento e deterioração qualitativa
do centro. Houve um deslocamento das suas funções urbanas típicas para a região
norte-litorânea da ilha e criou-se um novo centro metropolitano na Enseada do
Suá.
Com a ideia de
revitalização do antigo centro, surge a proposta de utilização dos galpões do porto
para atividades culturais, artísticas e promoção do turismo. Entretanto, esse
projeto tem um ponto de vista urbanístico desfocado, pois pretende criar uma
atividade em detrimento de outra. Parece também equivocado ao basear-se no fato
de que outras cidades fizeram o mesmo com seus antigos portos, só que eram
espaços que não cumpriram mais sua função. Não é o caso do porto de Vitória, que continua imprescindível
neste novo ciclo capixaba de desenvolvimento baseado no petróleo e na expansão de serviços.
Parece ilógico “revitalizar” o antigo centro com atividades culturais comprometendo a expansão dos serviços portuários. Deve-se, ainda,
atentar para o fato de que muitos equipamentos de lazer e cultura já estão
situados na Enseada do Suá, reforçando sua função de novo centro social e
político.
O antigo centro perdeu
sua função urbanística de pólo de serviços e de administração estadual, mas manteve seu potencial portuário. As administrações
da cidade e do porto precisam integrar seus objetivos para o desenvolvimento
econômico e social. Dever-se-ia aproveitar a oportunidade desse rearranjo
territorial da metrópole e revigorar o
antigo centro como espaço de suporte às atividades portuárias, turísticas e petrolíferas.
Poder-se-ia, através do PDU e do Código
Tributário, incentivar a implantação de serviços de comércios, de despachantes,
de suprimentos, de escritórios aduaneiros, de empresas de logística e de muitas
outras atividades culturais e turística. Ou apoiar as potencialidades
portuárias, petrolíferas, turismo náutico e de exportação para revitalizar ou requalificar melhor esse espaço. Ou com o uso deste espaço para lazer e cultura fechar-se-ia a
porta ao novo ciclo de desenvolvimento baseado no porto?
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